domingo, 1 de maio de 2016

Solos

O solo é a camada superficial da crosta terrestre, sendo formado basicamente por aglomerados minerais e matéria orgânica oriunda da decomposição de animais e plantas. Esse elemento natural é de fundamental importância para a vida de várias espécies.O solo serve de fonte de nutrientes para as plantas, e a sua composição interfere diretamente na produção agrícola.Entre os fatores que contribuem para a caracterização do solo estão o clima, a incidência solar, a rocha que originou o solo, matéria orgânica, cobertura vegetal, etc.

O solo pode ser classificado em arenoso, argiloso, humoso e calcário.


Solo arenoso:
possui grande quantidade de areia. Esse tipo de solo é muito permeável, pois a água infiltra facilmente pelos espaços formados entre os grãos de areia. Normalmente ele é pobre em nutrientes.

Solo argiloso: é formado por grãos pequenos e compactos, sendo impermeável e apresentando grande quantidade de nutrientes, característica essencial para a prática da atividade agrícola.

Solo humoso: chamado em alguns lugares de terra preta, esse tipo de solo é bastante fértil, pois contém grande concentração de material orgânico em decomposição. O solo humoso é muito adequado para a realização da atividade agrícola.

Solo calcário: com pouco nutriente e grande quantidade de partículas rochosas em sua composição, o solo calcário é inadequado para o cultivo de plantas. Ele é típico de regiões desérticas.

Gênese, fatores de formação e processos pedogenéticos.


O solo, que é um corpo trimensional, forma-se pela ação dos fatores de formação e dos processos pedogenéticos. O conhecimento pedogênese é importante para a compreensão do padrão da distribuição dos diversos solos na paisagem. Enquanto que a dessilicatização como conseqüência do alto grau de intemperismo é o principal processo pedogenético do horizonte B latossólico dos Latossolos, a dispersão da argila no horizonte A e posterior acúmulo no horizonte B textural (migração de argila) é típica dos Argissolos, e dos Luvissolos com esse tipo de horizonte subsuperficial.

A transformação dos constituintes dos solos pode ser química, física, biológica e mineralógica. Pelo processo de intemperismo, minerais primários são transformados com a conseqüente remoção de sílica e bases no perfil, representando a gênese conhecida como latossolização, típica da classe dos Latossolos.

A translocação de material do horizonte A para o horizonte B, são de dois tipos: mecânica ou química. A translocaçãoé mecânica quando a argila silicatada depois de dispersar se no horizonte A transloca-se para o horizonte B formando a cerosidade nos agregados estruturais dos Argissolos, Luvissolos, Nitossolos, e Chernossolos. Por outro lado, a translocação química da matéria orgânica e dos óxidos de ferro e alumínio do horizonte A para o horizonte B é específica dos Espodossolos. A adição pode ser de matéria orgânica na camada arável, sais por capilaridade nos solos salinos, e de materiais trazidos pelo vento (poeiras industriais contendo substâncias tóxicas, cinzas vulcânicas e cinzas das queimadas), a remoção dos elementos químicos exportados na colheita das plantas, das enxurradas e queimadas, das migrações laterais e em profundidade no perfil de solo completam a pedogênese.





Textura é um termo empregado para designar a proporção relativa das frações argila, silte ou areia no solo. Estes se diferenciam entre si pelo tamanho de suas partículas (granulometria). A textura é, geralmente, determinada em laboratório. Muitas vezes, no entanto, ela pode ser avaliada diretamente no campo, como é o caso das descrições de perfis de solos. Esta avaliação a campo deve ser seguida da determinação em laboratório, que é mais precisa. De acordo com RAIJ (1991), existem triângulos para designar diversas classes texturais, que são utilizados em classificação do solo.




FLUXO DE CALOR

FUNDAMENTOS DE GEOFÍSICA
J M Miranda, J F Luis, P T Costa, F M Santos


Introdução

O vulcanismo, a actividade sísmica, os fenômenos de metamorfismo e de orogenia, são alguns dos fenômenos que são controlados pela transferência e geração de calor. De facto, o balanço térmico da Terra controla a atividade na litosfera, na astenosfera assim como no interior do planeta.

O calor que chega à superfície da Terra tem duas fontes: o interior do planeta e o sol. A energia proveniente do sol e recebida pela Terra é cerca de 4x10 2 J, por segundo e por metro quadrado. Uma parte desta energia é reenviada para o espaço. A energia proveniente do interior do planeta é de aproximadamente 8x10 -2 J, por segundo e por metro quadrado. Se se aceitar que o sol e a bioesfera têm mantido a temperatura média à superfície do planeta, com pequenas flutuações (15-25oC), então o calor proveniente do interior do planeta tem condicionado a evolução geológica do mesmo, isto é, tem controlado a tectônica de placas, a atividade ígnea, o metamorfismo, a geração de cadeias montanhosas, a evolução do interior do planeta incluindo a do seu campo magnético.

Lei de Fourier para a condução de calor

A condução de calor é regida pela lei de Fourier que estabelece que o fluxo de calor q , num ponto do meio, é proporcional ao gradiente de temperatura nesse ponto, isto é



q = - K ∇ T


o de K é a condutibilidade térmica do meio. Esta, é uma propriedade física do material e é uma medida da capacidade do material para "conduzir" calor. O fluxo de calor é expresso em W
m -2 , no S.I., e a condutibilidade térmica em W m -1 K -1 ; no sistema c.g.s. o fluxo de calor vem expresso em cal cm -2 s -1 e a condutibilidade térmica em cal cm -1 s -1 o C -1 (para fazermos a
conversão lembremo-nos que 1 cal = 4,187 J). Se se considerar o caso unidimensional, a lei de Fourier escreve-se:


q = − K dT/dz


Se o fluxo de calor e a temperatura do meio não variarem ao longo do tempo, diz-se que o processo (regime) é estacionário. Considere-se então o caso de um processo estacionário unidimensional de condução de calor através de uma barra de material de condutibilidade térmica K. Se não houver produção de calor no interior do volume de material, teremos


d/dz (-K dT / dz)δ z = 0


Esta expressão traduz o princípio de conservação da energia: a energia que, por unidade de tempo, entra pela face localizada em z+ δ z, é igual à energia que sai pela face em z , no mesmo intervalo de tempo. Se houver produção de calor, a uma taxa Q por unidade de massa, a conservação da energia permite escrever

- k d2T / dz2 = ρ Q


onde ρ é a massa volúmica do material. Esta expressão permite o cálculo da temperatura em pontos no interior da região, desde que se imponham condições de fronteira. Podemos aplicar esta equação para tentar conhecer algo sobre a distribuição da temperatura no interior do planeta, usando como condições de fronteira o fluxo e a temperatura conhecidos à superfície. Integrando a equação uma vez (entre 0 e z ), vem

ρ Q z = - K d T/ d z + c 1

onde c 1 é uma constante de integração a determinar. À superfície (z=0) o fluxo de calor q = - K d T/d z será igual a - q s , pelo que virá c 1 = q s . Podemos então escrever,

ρ Q z = - K d T /d z + q
                                                             s

Integrando outra vez esta equação obtém-se

ρ Q  z²/2 = - K T + q s z + c 2


onde c 2 é uma constante que se determina impondo que a temperatura à superfície seja igual a T s :

T = T s + q s / K - ρ Q /2K z²


Esta última expressão pode ser usada para determinar a variação da temperatura com a profundidade. Considere-se, então o caso da Terra, supondo que o calor é transportado, principalmente, por condução. A curva temperatura-profundidade é designada por “geotérmica”. Se se considerarem os seguintes valores T s = 0 oC, q s = 70 mW m -2 , ρ = 3300 kg m -3 , Q = 6.2x 10 -12 W kg -1 e K = 4 W m -1 K -1 , obtém-se a curva mostrada na figura, conjuntamente com as curvas de fase do basalto. Uma análise da figura mostra que a profundidades superiores a 100 km, o manto deveria apresentar uma fusão significativa e que para profundidades superiores a 150 km todo o manto devia estar em fusão. Estas "previsões" não estão de acordo com as informações obtidas a partir do estudo da propagação das ondas sísmicas, pelo que teremos de concluir que o modelo de condução de calor não prevê correctamente o perfil de temperaturas no manto.

Embora o modelo de condução falhe na previsão das temperaturas para o manto superior, ele apresenta um sucesso considerável quando aplicado à parte mais exterior do planeta, isto é à crusta, onde o calor interno é produzido fundamentalmente por desintegração radiactiva e transportado, até à superfície, por condução. Voltaremos a este problema quando se estudar o fluxo de calor nos continentes.









domingo, 28 de junho de 2015

Evolução dos Modos Produtivos

Evolução da Cadeia Produtiva
Tudo que se produz visa ao consumo. Isto é secular.
O arroz, o feijão, a casa, a estrada, a bicicleta, o carro são produzidos para consumo. As formas como se articularam os modos de produção de bens é que ao longo dos tempos se modificaram.
Quando vamos a um supermercado e compramos gêneros alimentícios, bebidas, calçados, material de limpeza, etc., estamos adquirindo bens. Da mesma forma, quando pagamos a passagem do ônibus ou uma consulta médica, estamos pagando um serviço.
Ao viverem em sociedade, as pessoas participam diretamente da produção, da distribuição e do consumo de bens e serviços, ou seja, participam da vida econômica da sociedade. Assim, o conjunto de indivíduos que participam da vida econômica de uma nação é o conjunto de indivíduos que participam da produção, distribuição e consumo de bens e serviços.

Modos de Produção

O modo de produção é a maneira pela qual a sociedade produz seus bens e serviços, como os utiliza e os distribui. O modo de produção de uma sociedade é formado por suas forças produtivas e pelas relações de produção existentes nessa sociedade.
Modo de produção = forças produtivas + relações de produção
Portanto, o conceito de modo de produção resume claramente o fato de as relações de produção serem o centro organizador de todos os aspectos da sociedade.

Modo de produção primitivo
O modo de produção primitivo designa uma formação econômica e social que abrange um período muito longo, desde o aparecimento da sociedade humana. A comunidade primitiva existiu durante centenas de milhares de anos, enquanto o período compreendido pelo escravismo, pelo feudalismo e pelo capitalismo e socialismo mal ultrapassa cinco milênios.

Na comunidade primitiva os homens trabalhavam em conjunto. Os meios de produção e os frutos do trabalho eram propriedade coletiva, ou seja, de todos. Não existia ainda a ideia da propriedade privada dos meios de produção, nem havia a oposição proprietários x não proprietários.

Modo de produção escravista
Na sociedade escravista os meios de produção (terras e instrumentos de produção) e os escravos eram propriedade do senhor. O escravo era considerado um instrumento, um objeto, assim como um animal ou uma ferramenta.
Assim, no modo de produção escravista, as relações de produção eram relações de domínio e de sujeição: senhores x escravos. Um pequeno número de senhores explorava a massa de escravos, que não tinha nenhum direito.
Modo de produção feudal
A sociedade feudal era constituída pelos senhores x servos. Os servos não eram escravos de seus senhores, pois não eram propriedades deles. Eles apenas os serviam em troca de casa e comida. Trabalhavam um pouco para o seu senhor e outro pouco para eles mesmos.
Num determinado momento, as relações feudais começaram a dificultar o desenvolvimento das forças produtivas. Como a exploração sobre os servos no campo aumentava, o rendimento da agricultura era cada vez mais baixo. Na cidade, o crescimento da produtividade dos artesãos era freado pelos regulamentos existentes e o próprio crescimento das cidades era impedido pela ordem feudal. Já começava a aparecer as relações capitalistas de produção.
Crises de abastecimento, ascensão da burguesia, revoltas, doenças (peste negra) acabaram esgotando o modo feudal de produção.
Modo de produção capitalista
O que caracteriza o modo de produção capitalista são as relações assalariadas de produção (trabalho assalariado). As relações de produção capitalistas baseiam-se na propriedade privada dos meios de produção pela burguesia, que substituiu a propriedade feudal, e no trabalho assalariado, que substituiu o trabalho servil do feudalismo. O capitalismo é movido por lucros, portanto temos duas classes sociais: a burguesia e os trabalhadores assalariados.
Modo de produção socialista
A base econômica do socialismo é a propriedade social dos meios de produção, isto é, os meios de produção são públicos ou coletivos, não existindo empresas privadas. A finalidade da sociedade socialista é a satisfação completa das necessidades materiais e culturais da população: emprego, habitação, educação, saúde. Nela não há separação entre proprietário do capital (patrão) e proprietários da força do trabalho (empregados). Isto não quer dizer que não haja diferenças sociais entre as pessoas, bem como salários desiguais em função de o trabalho ser manual ou intelectual.
Com a implosão do mundo socialista, referendado pela Queda do Muro de Berlim, a forma socialista de produção entra em processo de transição para uma produção capitalista.







terça-feira, 16 de junho de 2015

REVOLUÇÃO INDUSTRIAL: MISÉRIA, TUBERCULOSE E CÓLERA.

MISÉRIA
A população urbana no início daquele século, aumentou exponencialmente, e aglomerados humanos começaram a aparecer nas localidades em que os centros industriais floresciam; nas proximidades das fábricas. Em 1801 até 1840 a população de Londres praticamente dobrou, pois migrou do campo para as cidades em busca de emprego nas fábricas emergentes. Em decorrência dessas alterações, a qualidade de vida e sobretudo, as condições de saúde sofreram uma queda assustadora, contribuindo muito para o alastramento das doenças infecciosas e aumentando as taxas de mortalidade.


A população empobreceu ao se transferir para os centros industriais. Os trabalhadores, principalmente crianças e mulheres, eram explorados ao máximo.
As condições de moradia na Europa industrial foram determinantes para o surgimento de doenças infecciosas; recebendo baixos salários e diante dos altos preços do aluguel, as famílias tinham que morar em locais condizentes com o que poderiam pagar; em condições insalubres. As moradias próximas das fábricas foram construídas de maneira desorganizadas, tendo em vista apenas a rapidez para lucro posterior com os aluguéis.

TUBERCULOSE
A tuberculose, existente desde a Antiguidade, encontrou assim meios ideais para disseminar-se, e o século XIX seria marcado pelo auge dessa infecção.
Nos aglomerados industriais da época, os doentes com tuberculose pulmonar apresentavam emagrecimento progressivo, tosse seca e febre diária. O quadro clínico progredia com enfraquecimento crônico, e o acometimento dos pulmões estendia-se por dias e meses. Durante todo esse tempo, o enfermo eliminava, pela tosse, o bacilo da tuberculose, nos cômodos da casa sem iluminação ou ventilação, úmidas e com excesso de moradores o que facilitava a disseminação da doença. As pessoas depauperadas pelas longas jornadas de trabalho e pela miséria não apresentavam defesa adequada contra a infecção, ficando tuberculosas com facilidade. O século XIX foi o século da tuberculose.
Não podemos nos esquecer também dos surtos de sarampo e varíola. que disseminaram-se com facilidade principalmente entre as crianças. Também a difteria a a escarlatina. Em Manchester de cada 100 crianças, apenas 35 a 40, chegavam aos cinco anos de idade.

CÓLERA

Com a industrialização européia, diminuindo a distância pelo mundo graças à máquina a vapor tanto por terra quanto por mar e com os aglomerados humanos como relatado acima, podemos ter uma dimensão dos estragos que esta doença poderia causar...
O berço da cólera é considerado até hoje o delta do rio Ganges, na Índia, região de origem das pandemias vividas nos séculos XIX e XX. A primeira pandemia iniciou-se em 1817. Por meio das navegações a vapor, a doença rapidamente se alastrou para a China e Oceania, seguinda para Filifinas, Java e Japão.
Em 1826, novamente o rio Ganges forneceria uma quantidade exorbitante de casos de cólera para o mundo e desse vez, a doença avançou em direção à Europa.

Navios ingleses levaram a cólera para os portos da Espanha e de Portugual
Paris se encontrava nas mesmas condições insalubres que a Inglaterra. A cólera atingiu Paris em 1832. As cidades empregaram a quarentena, mas de nada adiantou. Os médicos ficavam perdidos diante da nova doença.



A França perdeu cerca de cem mil habitantes na epidemia. Esta fez aflorar as diferenças sociais numa sociedade marcada pela exploração excessiva e pelo desgaste humano.

A Irlanda, com sua população vivendo em condição de pobreza e fome, também foi duramente acometida, perdeu aproximadamente 25 mil habitantes. Em 1832, irlandeses desesperados resolveram tentar a sorte imigrando para as cidades americanas. Apesar de todas as tentativas de bloqueios e quarentenas dos navios. A cidade canadense de Quebec na primeira semana foram 250 pacientes com 160 enterros. Em Montreal o mesmo navio irlandes Voyageur que saiu de Quebec, causou a morte de 1.800 pessoas. 
Uma vez em solo americano, a doença seguiu suas vias normais de disseminação.


Em Nova York, morriam 45 pessoas por dia, dez dias depois já somava-se cem óbitos/dia. O governo decretara uma série de medidas para conter a epidemia. Rebeliões formaram-se entre a classe pobre, os mais acometidos, e membros do governo e médicos. Carroças transportavam um número incontável de mortos diariamente, a maioria sendo enterrados como indigentes. A cólera rumou para Filadélfia e Boston. Atingiu o sul dos Estados Unidos e também a América Central, com oito mil mortos em Cuba e 15 mil no México. 












A Revolução Industrial

As principais transformações da história da humanidade


A Inglaterra foi o berço da Primeira Revolução Industrial a partir da segunda metade do século XVIII, a qual se expandiu para outros países no século XIX. Com a Revolução, ondas de concussão industrial viajaram pelo mundo inteiro até os dias de hoje, quando ainda inquietas e ávidas por inovações, repousam no Vale do Silício norte-americano (região da Califórnia que liga as cidades de São Francisco e San Jose) ou em Bangalore, na Índia.
Considerada por muitos como o grande divisor de águas na história da sociedade, o historiador inglês Eric Hobsbawm assim a descreveu:
“A Revolução Industrial assinala a mais radical transformação da vida humana já registrada em documentos escritos. Durante um breve período ela coincidiu com a história de um único país, a Grã-Bretanha. Assim, toda uma economia mundial foi edificada com base na Grã-Bretanha, ou antes, em torno desse país, que por isso ascendeu temporariamente a uma posição de influência e poder mundiais sem paralelo na história de qualquer país com as suas dimensões (…)”. In: HOBSBAWM, Eric. Da Revolução Industrial Inglesa ao Imperialismo. 5 ed. Rio de Janeiro: Forense-Universitária, 2003. p. 13.
A Evolução na forma de produção
 O artesanato
Durante a Idade Média predominou o artesanato, uma forma de produzir coisas, ainda comum em muitos lugares. 
Na produção artesanal, todas as tarefas são desenvolvidas (quase sempre) pela mesma pessoa, ou seja, o Artesão participa de todo o processo produtivo.
A manufatura



Na manufatura, o trabalhador não é dono dos meios de produção (oficina, ferramentas, etc.) e existe uma divisão do trabalho (cada pessoa desempenha uma tarefa na produção).
Todos os equipamentos são manuais, ou seja, devem ser manejados pelos trabalhadores para funcionar.
É com a invenção e utilização das máquinas nas primeiras fábricas que se iniciaram as mudanças que caracterizam a Revolução Industrial: cada máquina substitui várias ferramentas e realiza o trabalho de diversas pessoas.
Mas as fábricas, mesmo equipadas de máquinas, precisam de trabalhadores para “auxiliá-las” na produção das mercadorias. Assim surge o trabalhador assalariado, ou seja, as pessoas que foram trabalhar nas fábricas em troca de um salário. Assim surgem, portanto, patrões (donos das fábricas) e empregados (trabalhadores das fábricas).
A máquina a vapor, aperfeiçoada na década de 1760, foi um invento dos mais importantes para o desenvolvimento da Revolução Industrial. Isto porque o uso do vapor como fonte de energia possibilitava substituir as energias muscular, do vento e a força da água por uma energia mecânica.
A segunda fase da revolução (de 1860 a 1900) é caracterizada pela difusão dos princípios de industrialização na França, Alemanha, Itália, Bélgica, Holanda, Estados Unidos e Japão. Cresce a concorrência e a indústria de bens de produção. Nessa fase, as principais mudanças no processo produtivo são a utilização de novas formas de energia (elétrica e derivada de petróleo), o aparecimento de novos produtos químicos e a substituição do ferro pelo aço.

A Revolução Industrial alterou profundamente as condições de vida do trabalhador braçal, provocando inicialmente um intenso deslocamento da população rural para as cidades, com enormes concentrações urbanas.



O desenvolvimento das ferrovias irá absorver grande parte da mão de obra masculina adulta, provocando em escala crescente a utilização de mulheres e crianças como trabalhadores nas fábricas têxteis e nas minas. O agravamento dos problemas socioeconômicos, com o desemprego e a fome, foi acompanhado de outros problemas, como a prostituição e o alcoolismo.

sábado, 13 de junho de 2015

TECTÔNICA DE PLACAS

As placas tectônicas são blocos que integram a parte sólida da litosfera, essas placas estão em constante movimentação.

De acordo com a teoria da Deriva Continental, a crosta terrestre é uma camada rochosa descontínua, que apresenta vários fragmentos, denominados placas litosféricas ou placas tectônicas. Essas placas compreendem partes de continentes e o fundo dos oceanos e mares.

Portanto, as placas tectônicas são gigantescos blocos que integram a camada sólida externa da Terra, ou seja, a litosfera (crosta terrestre mais a parte superior do manto). Elas estão em constante movimentação (se movimentam sobre o magma do manto), podendo se afastar ou se aproximar umas das outras. Esses processos são classificados em:

Zonas de divergência – as placas tectônicas afastam-se umas das outras.

Zonas de convergência – as placas tectônicas se aproximam, sendo pressionadas umas contra as outras. Esse fenômeno pode ser de subducção ou obducção.
Subducção – as placas movem-se uma em direção a outra e a placa oceânica (mais densa) “mergulha” sob a continental (menos densa).


Obducção ou colisão – choque entre duas placas na porção continental. Acontece em virtude da grande espessura dos trechos nos quais estão colidindo.

Esse movimento das placas tectônicas altera lentamente o contorno do relevo terrestre, elevando cordilheiras e abrindo abismos marinhos. Outra consequência desse fenômeno (causado pelo encontro das placas) são os terremotos e tsunamis (ondas gigantescas). Em 2004, no oceano Índico, um terremoto de 9,3 pontos na escala Richter provocou um tsunami que ocasionou a morte de mais de 230 mil pessoas.

Os movimentos das placas tectônicas foram comprovados através de pesquisas realizadas com satélites artificiais. Foi detectado, por exemplo, que a América do Sul afasta-se 3 cm por ano do continente africano.

As principais placas tectônicas são: Placa do Pacífico, Placa de Nazca, Placa Sul-Americana, Placa Norte-Americana, Placa da África, Placa Antártica, Placa Indo-Australiana, Placa Euroasiática Ocidental, Placa Euroasiática Oriental, Placa das Filipinas.
Por Wagner de Cerqueira e Francisco
Graduado em Geografia


É como essa teoria tem a ver com os primeiros humanos.....