domingo, 28 de junho de 2015

Evolução dos Modos Produtivos

Evolução da Cadeia Produtiva
Tudo que se produz visa ao consumo. Isto é secular.
O arroz, o feijão, a casa, a estrada, a bicicleta, o carro são produzidos para consumo. As formas como se articularam os modos de produção de bens é que ao longo dos tempos se modificaram.
Quando vamos a um supermercado e compramos gêneros alimentícios, bebidas, calçados, material de limpeza, etc., estamos adquirindo bens. Da mesma forma, quando pagamos a passagem do ônibus ou uma consulta médica, estamos pagando um serviço.
Ao viverem em sociedade, as pessoas participam diretamente da produção, da distribuição e do consumo de bens e serviços, ou seja, participam da vida econômica da sociedade. Assim, o conjunto de indivíduos que participam da vida econômica de uma nação é o conjunto de indivíduos que participam da produção, distribuição e consumo de bens e serviços.

Modos de Produção

O modo de produção é a maneira pela qual a sociedade produz seus bens e serviços, como os utiliza e os distribui. O modo de produção de uma sociedade é formado por suas forças produtivas e pelas relações de produção existentes nessa sociedade.
Modo de produção = forças produtivas + relações de produção
Portanto, o conceito de modo de produção resume claramente o fato de as relações de produção serem o centro organizador de todos os aspectos da sociedade.

Modo de produção primitivo
O modo de produção primitivo designa uma formação econômica e social que abrange um período muito longo, desde o aparecimento da sociedade humana. A comunidade primitiva existiu durante centenas de milhares de anos, enquanto o período compreendido pelo escravismo, pelo feudalismo e pelo capitalismo e socialismo mal ultrapassa cinco milênios.

Na comunidade primitiva os homens trabalhavam em conjunto. Os meios de produção e os frutos do trabalho eram propriedade coletiva, ou seja, de todos. Não existia ainda a ideia da propriedade privada dos meios de produção, nem havia a oposição proprietários x não proprietários.

Modo de produção escravista
Na sociedade escravista os meios de produção (terras e instrumentos de produção) e os escravos eram propriedade do senhor. O escravo era considerado um instrumento, um objeto, assim como um animal ou uma ferramenta.
Assim, no modo de produção escravista, as relações de produção eram relações de domínio e de sujeição: senhores x escravos. Um pequeno número de senhores explorava a massa de escravos, que não tinha nenhum direito.
Modo de produção feudal
A sociedade feudal era constituída pelos senhores x servos. Os servos não eram escravos de seus senhores, pois não eram propriedades deles. Eles apenas os serviam em troca de casa e comida. Trabalhavam um pouco para o seu senhor e outro pouco para eles mesmos.
Num determinado momento, as relações feudais começaram a dificultar o desenvolvimento das forças produtivas. Como a exploração sobre os servos no campo aumentava, o rendimento da agricultura era cada vez mais baixo. Na cidade, o crescimento da produtividade dos artesãos era freado pelos regulamentos existentes e o próprio crescimento das cidades era impedido pela ordem feudal. Já começava a aparecer as relações capitalistas de produção.
Crises de abastecimento, ascensão da burguesia, revoltas, doenças (peste negra) acabaram esgotando o modo feudal de produção.
Modo de produção capitalista
O que caracteriza o modo de produção capitalista são as relações assalariadas de produção (trabalho assalariado). As relações de produção capitalistas baseiam-se na propriedade privada dos meios de produção pela burguesia, que substituiu a propriedade feudal, e no trabalho assalariado, que substituiu o trabalho servil do feudalismo. O capitalismo é movido por lucros, portanto temos duas classes sociais: a burguesia e os trabalhadores assalariados.
Modo de produção socialista
A base econômica do socialismo é a propriedade social dos meios de produção, isto é, os meios de produção são públicos ou coletivos, não existindo empresas privadas. A finalidade da sociedade socialista é a satisfação completa das necessidades materiais e culturais da população: emprego, habitação, educação, saúde. Nela não há separação entre proprietário do capital (patrão) e proprietários da força do trabalho (empregados). Isto não quer dizer que não haja diferenças sociais entre as pessoas, bem como salários desiguais em função de o trabalho ser manual ou intelectual.
Com a implosão do mundo socialista, referendado pela Queda do Muro de Berlim, a forma socialista de produção entra em processo de transição para uma produção capitalista.







terça-feira, 16 de junho de 2015

REVOLUÇÃO INDUSTRIAL: MISÉRIA, TUBERCULOSE E CÓLERA.

MISÉRIA
A população urbana no início daquele século, aumentou exponencialmente, e aglomerados humanos começaram a aparecer nas localidades em que os centros industriais floresciam; nas proximidades das fábricas. Em 1801 até 1840 a população de Londres praticamente dobrou, pois migrou do campo para as cidades em busca de emprego nas fábricas emergentes. Em decorrência dessas alterações, a qualidade de vida e sobretudo, as condições de saúde sofreram uma queda assustadora, contribuindo muito para o alastramento das doenças infecciosas e aumentando as taxas de mortalidade.


A população empobreceu ao se transferir para os centros industriais. Os trabalhadores, principalmente crianças e mulheres, eram explorados ao máximo.
As condições de moradia na Europa industrial foram determinantes para o surgimento de doenças infecciosas; recebendo baixos salários e diante dos altos preços do aluguel, as famílias tinham que morar em locais condizentes com o que poderiam pagar; em condições insalubres. As moradias próximas das fábricas foram construídas de maneira desorganizadas, tendo em vista apenas a rapidez para lucro posterior com os aluguéis.

TUBERCULOSE
A tuberculose, existente desde a Antiguidade, encontrou assim meios ideais para disseminar-se, e o século XIX seria marcado pelo auge dessa infecção.
Nos aglomerados industriais da época, os doentes com tuberculose pulmonar apresentavam emagrecimento progressivo, tosse seca e febre diária. O quadro clínico progredia com enfraquecimento crônico, e o acometimento dos pulmões estendia-se por dias e meses. Durante todo esse tempo, o enfermo eliminava, pela tosse, o bacilo da tuberculose, nos cômodos da casa sem iluminação ou ventilação, úmidas e com excesso de moradores o que facilitava a disseminação da doença. As pessoas depauperadas pelas longas jornadas de trabalho e pela miséria não apresentavam defesa adequada contra a infecção, ficando tuberculosas com facilidade. O século XIX foi o século da tuberculose.
Não podemos nos esquecer também dos surtos de sarampo e varíola. que disseminaram-se com facilidade principalmente entre as crianças. Também a difteria a a escarlatina. Em Manchester de cada 100 crianças, apenas 35 a 40, chegavam aos cinco anos de idade.

CÓLERA

Com a industrialização européia, diminuindo a distância pelo mundo graças à máquina a vapor tanto por terra quanto por mar e com os aglomerados humanos como relatado acima, podemos ter uma dimensão dos estragos que esta doença poderia causar...
O berço da cólera é considerado até hoje o delta do rio Ganges, na Índia, região de origem das pandemias vividas nos séculos XIX e XX. A primeira pandemia iniciou-se em 1817. Por meio das navegações a vapor, a doença rapidamente se alastrou para a China e Oceania, seguinda para Filifinas, Java e Japão.
Em 1826, novamente o rio Ganges forneceria uma quantidade exorbitante de casos de cólera para o mundo e desse vez, a doença avançou em direção à Europa.

Navios ingleses levaram a cólera para os portos da Espanha e de Portugual
Paris se encontrava nas mesmas condições insalubres que a Inglaterra. A cólera atingiu Paris em 1832. As cidades empregaram a quarentena, mas de nada adiantou. Os médicos ficavam perdidos diante da nova doença.



A França perdeu cerca de cem mil habitantes na epidemia. Esta fez aflorar as diferenças sociais numa sociedade marcada pela exploração excessiva e pelo desgaste humano.

A Irlanda, com sua população vivendo em condição de pobreza e fome, também foi duramente acometida, perdeu aproximadamente 25 mil habitantes. Em 1832, irlandeses desesperados resolveram tentar a sorte imigrando para as cidades americanas. Apesar de todas as tentativas de bloqueios e quarentenas dos navios. A cidade canadense de Quebec na primeira semana foram 250 pacientes com 160 enterros. Em Montreal o mesmo navio irlandes Voyageur que saiu de Quebec, causou a morte de 1.800 pessoas. 
Uma vez em solo americano, a doença seguiu suas vias normais de disseminação.


Em Nova York, morriam 45 pessoas por dia, dez dias depois já somava-se cem óbitos/dia. O governo decretara uma série de medidas para conter a epidemia. Rebeliões formaram-se entre a classe pobre, os mais acometidos, e membros do governo e médicos. Carroças transportavam um número incontável de mortos diariamente, a maioria sendo enterrados como indigentes. A cólera rumou para Filadélfia e Boston. Atingiu o sul dos Estados Unidos e também a América Central, com oito mil mortos em Cuba e 15 mil no México. 












A Revolução Industrial

As principais transformações da história da humanidade


A Inglaterra foi o berço da Primeira Revolução Industrial a partir da segunda metade do século XVIII, a qual se expandiu para outros países no século XIX. Com a Revolução, ondas de concussão industrial viajaram pelo mundo inteiro até os dias de hoje, quando ainda inquietas e ávidas por inovações, repousam no Vale do Silício norte-americano (região da Califórnia que liga as cidades de São Francisco e San Jose) ou em Bangalore, na Índia.
Considerada por muitos como o grande divisor de águas na história da sociedade, o historiador inglês Eric Hobsbawm assim a descreveu:
“A Revolução Industrial assinala a mais radical transformação da vida humana já registrada em documentos escritos. Durante um breve período ela coincidiu com a história de um único país, a Grã-Bretanha. Assim, toda uma economia mundial foi edificada com base na Grã-Bretanha, ou antes, em torno desse país, que por isso ascendeu temporariamente a uma posição de influência e poder mundiais sem paralelo na história de qualquer país com as suas dimensões (…)”. In: HOBSBAWM, Eric. Da Revolução Industrial Inglesa ao Imperialismo. 5 ed. Rio de Janeiro: Forense-Universitária, 2003. p. 13.
A Evolução na forma de produção
 O artesanato
Durante a Idade Média predominou o artesanato, uma forma de produzir coisas, ainda comum em muitos lugares. 
Na produção artesanal, todas as tarefas são desenvolvidas (quase sempre) pela mesma pessoa, ou seja, o Artesão participa de todo o processo produtivo.
A manufatura



Na manufatura, o trabalhador não é dono dos meios de produção (oficina, ferramentas, etc.) e existe uma divisão do trabalho (cada pessoa desempenha uma tarefa na produção).
Todos os equipamentos são manuais, ou seja, devem ser manejados pelos trabalhadores para funcionar.
É com a invenção e utilização das máquinas nas primeiras fábricas que se iniciaram as mudanças que caracterizam a Revolução Industrial: cada máquina substitui várias ferramentas e realiza o trabalho de diversas pessoas.
Mas as fábricas, mesmo equipadas de máquinas, precisam de trabalhadores para “auxiliá-las” na produção das mercadorias. Assim surge o trabalhador assalariado, ou seja, as pessoas que foram trabalhar nas fábricas em troca de um salário. Assim surgem, portanto, patrões (donos das fábricas) e empregados (trabalhadores das fábricas).
A máquina a vapor, aperfeiçoada na década de 1760, foi um invento dos mais importantes para o desenvolvimento da Revolução Industrial. Isto porque o uso do vapor como fonte de energia possibilitava substituir as energias muscular, do vento e a força da água por uma energia mecânica.
A segunda fase da revolução (de 1860 a 1900) é caracterizada pela difusão dos princípios de industrialização na França, Alemanha, Itália, Bélgica, Holanda, Estados Unidos e Japão. Cresce a concorrência e a indústria de bens de produção. Nessa fase, as principais mudanças no processo produtivo são a utilização de novas formas de energia (elétrica e derivada de petróleo), o aparecimento de novos produtos químicos e a substituição do ferro pelo aço.

A Revolução Industrial alterou profundamente as condições de vida do trabalhador braçal, provocando inicialmente um intenso deslocamento da população rural para as cidades, com enormes concentrações urbanas.



O desenvolvimento das ferrovias irá absorver grande parte da mão de obra masculina adulta, provocando em escala crescente a utilização de mulheres e crianças como trabalhadores nas fábricas têxteis e nas minas. O agravamento dos problemas socioeconômicos, com o desemprego e a fome, foi acompanhado de outros problemas, como a prostituição e o alcoolismo.

sábado, 13 de junho de 2015

TECTÔNICA DE PLACAS

As placas tectônicas são blocos que integram a parte sólida da litosfera, essas placas estão em constante movimentação.

De acordo com a teoria da Deriva Continental, a crosta terrestre é uma camada rochosa descontínua, que apresenta vários fragmentos, denominados placas litosféricas ou placas tectônicas. Essas placas compreendem partes de continentes e o fundo dos oceanos e mares.

Portanto, as placas tectônicas são gigantescos blocos que integram a camada sólida externa da Terra, ou seja, a litosfera (crosta terrestre mais a parte superior do manto). Elas estão em constante movimentação (se movimentam sobre o magma do manto), podendo se afastar ou se aproximar umas das outras. Esses processos são classificados em:

Zonas de divergência – as placas tectônicas afastam-se umas das outras.

Zonas de convergência – as placas tectônicas se aproximam, sendo pressionadas umas contra as outras. Esse fenômeno pode ser de subducção ou obducção.
Subducção – as placas movem-se uma em direção a outra e a placa oceânica (mais densa) “mergulha” sob a continental (menos densa).


Obducção ou colisão – choque entre duas placas na porção continental. Acontece em virtude da grande espessura dos trechos nos quais estão colidindo.

Esse movimento das placas tectônicas altera lentamente o contorno do relevo terrestre, elevando cordilheiras e abrindo abismos marinhos. Outra consequência desse fenômeno (causado pelo encontro das placas) são os terremotos e tsunamis (ondas gigantescas). Em 2004, no oceano Índico, um terremoto de 9,3 pontos na escala Richter provocou um tsunami que ocasionou a morte de mais de 230 mil pessoas.

Os movimentos das placas tectônicas foram comprovados através de pesquisas realizadas com satélites artificiais. Foi detectado, por exemplo, que a América do Sul afasta-se 3 cm por ano do continente africano.

As principais placas tectônicas são: Placa do Pacífico, Placa de Nazca, Placa Sul-Americana, Placa Norte-Americana, Placa da África, Placa Antártica, Placa Indo-Australiana, Placa Euroasiática Ocidental, Placa Euroasiática Oriental, Placa das Filipinas.
Por Wagner de Cerqueira e Francisco
Graduado em Geografia


É como essa teoria tem a ver com os primeiros humanos.....


terça-feira, 9 de junho de 2015

Buraco Negro


A TERRA E O UNIVERSO A TERRA E O UNIVERSO



GEOGRAFIA

O Planeta Terra faz parte do sistema solar, este grande sistema é um dos elementos que compõe o universo.
Os fenômenos das estrelas e da Lua sempre despertaram a curiosidade humana, desde os tempos mais remotos da história. Na Antiguidade as pessoas não sabiam explicar os fenômenos então os associavam aos deuses.
Até cerca de 500 anos atrás, alguns acreditavam que a Terra era plana e chata como um disco. No século XVI, surgiram importantes conclusões de que na realidade a Terra tem a forma arredondada e que gira em torno do sol e em torno de si mesma, mas a confirmação disso só veio na segunda metade do século XX.A Terra, apesar de sua dimensão, possui um endereço no Universo. O Universo é muito complexo, apresenta-se com vários elementos.Os meteoros, conhecidos popularmente de “estrelas cadentes”, são apenas alguns sinais de que a Terra não está sozinha no espaço cósmico.
Existem corpos celestes que compõem a galáxia, como estrelas, planetas, satélites naturais e cometas, estima-se que no Universo exista mais de 100 bilhões de galáxias. A galáxia na qual a Terra está localizada é chamada de Via Láctea.
As estrelas são astros que possuem luz própria, pois irradiam uma grande quantidade de energia.
A Terra faz parte do sistema solar, esse é um grande conjunto formado por dezenas de astros que giram ao redor de uma estrela, o sol. Fazem parte do sistema solar: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Netuno e Plutão (agora, Sedna encontra-se no lugar de Plutão, pois esse fora rebaixado para a categoria de planeta anão). A Terra é datada de 4,6 a 5,0 bilhões de anos, datas que são mais aceitas por parte dos cientistas.
Eduardo de Freitas
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola

O Sistema Solar
O sistema solar é um conjunto de planetas, asteroides e cometas que giram ao redor do sol. Cada um se mantém em sua respectiva órbita em virtude da intensa força gravitacional exercida pelo astro, que possui massa muito maior que a de qualquer outro planeta.
Os corpos mais importantes do sistema solar são os oito planetas que giram ao redor do sol, descrevendo órbitas elípticas, isto é, órbitas semelhantes a circunferências ligeiramente excêntricas.





Os planetas que compõem o sistema solar
O sol não está exatamente no centro dessas órbitas, como pode-se ver na figura abaixo, razão pela qual os planetas podem encontrar-se, às vezes, mais próximos ou mais distantes do astro.


Órbitas elípticas dos planetas do Sistema Solar


Os componentes do Sistema Solar 
O Sol
O Sol é a fonte de energia que domina o sistema solar. Sua força gravitacional mantém os planetas em órbita e sua luz e calor tornam possível a vida na Terra. A Terra dista, em média, aproximadamente 150 milhões de quilômetros do Sol, distância percorrida pela luz em 8 minutos. Todas as demais estrelas estão localizadas em pontos muito mais distantes.
As observações científicas realizadas indicam que o Sol é uma estrela de luminosidade e tamanho médios, e que no céu existem incontáveis estrelas maiores e mais brilhantes, mas para nossa sorte, a luminosidade, tamanho e distância foram exatos para que o nosso planeta desenvolvesse formas de vida como a nossa.
O Sol possui 99,9% da matéria de todo o Sistema Solar. Isso significa que todos os demais astros do Sistema juntos somam apenas 0,1%.
Composição do Sol
O Sol é uma enorme esfera de gás incandescente composta essencialmente de hidrogênio e hélio, com um diâmetro de 1,4 milhões de quilômetros. O volume do Sol é tão grande que em seu interior caberiam mais de 1 milhão de planetas do tamanho do nosso. Para igualar seu diâmetro, seria necessário colocar 109 planetas como a Terra um ao lado do outro. No centro da estrela encontra-se o núcleo, cuja temperatura alcança os 15 milhões de graus centígrados e onde ocorre o processo de fusão nuclear por meio do qual o hidrogênio se transforma em hélio. Já na superfície a temperatura do Sol é de cerca de 6.000 graus Celsius.
Os planetas
Os planetas não produzem luz, apenas refletem a luz do Sol, que é a estrela do Sistema Solar.
Teorias afirmam que os planetas também foram formados a a partir de porções de massa muito quente e que todos estão de resfriando. Alguns, entre eles a Terra, já se resfriaram o suficiente para apresentar a superfície sólida.
Um corpo celeste é considerado um planeta quando, além de não ter luz própria, gira ao redor de uma estrela.
Os planetas têm forma aproximadamente esférica. Os seus movimentos principais são o de rotação e o de translação.  Cada planeta possui um eixo de rotação em relação a Sol, o mais inclinado deles é o planeta-anão Plutão, pois seu eixo de rotação em relação ao Sol é de 120º, olhe a figura.
Movimento de Rotação
No movimento de rotação, os planetas giram em torno do seu próprio eixo, uma linha imaginária que passa pelo seu centro. O observador terrestre tem dificuldade de perceber o movimento de rotação da Terra. Para isso deve-se notar que o Sol, do amanhecer ao anoitecer, parece se mover da região leste em sentido oeste. O mesmo acontece, à noite, com a Lua, as estrelas e demais astros que vemos no céu.
O movimento de rotação da Terra dura, aproximadamente 24horas - o que corresponde a um dia. A Terra, por ser esférica, não é iluminada toda de uma vez só. Conforme a Terra gira em torno do seu eixo, os raios de luz solar incidem sobre uma parte do planeta e a outra fica à sombra.
O ciclo do dia e da noite ocorrem graças a rotação. Enquanto o planeta está girando sobre seu próprio eixo é dia nas regiões que estão iluminadas pelo Sol (período claro) e, simultaneamente, é noite nas regiões não iluminadas (período escuro).


Movimento de Translação
O movimento de translação é executado pelos planetas ao redor do Sol, e o tempo que levam para dar uma volta completa é denominado período orbital. No caso da Terra esse período leva cerca de 365 dias e aproximadamente 6 horas para se completar. A Terra, no seu movimento de translação, forma uma elipse pouco alongada (bem próxima a circular). Já o planeta Netuno traça a sua órbita elíptica de forma bastante alongada.
Em razão do movimento de translação e da posição de inclinação do eixo da Terra, cada hemisfério fica, alternadamente, mais exposto aos raios solares durante um período do ano. Isso resulta nas quatro estações do ano: verão, outono, inverno e primavera. Nos meses de dezembro a março, o Hemisfério Sul - localizado ao sul da linha do Equador - fica mais exposto ao Sol. É quando os raios solares incidem perpendicularmente sobre pelo menos alguns pontos do Hemisfério Sul. É verão nesse hemisfério. Depois de seis meses, nos meses de junho a setembro, a Terra já percorreu metade da sua órbita. O Hemisfério Norte - localizado ao norte da linha do Equador - fica mais exposto ao Sol e, assim, os raios solares incidem perpendicularmente sobre pelo menos alguns pontos do Hemisfério Norte. É verão no Hemisfério Norte.
Enquanto é verão no Hemisfério Norte com os dias mais longos e as noites mais curtos, é inverno no Hemisfério Sul, onde os dias tornam-se mais curtos e as noites mais longas. E vice-e-versa.
Em dois períodos do ano (de março a junho e de setembro a dezembro) ha posições da Terra, na sua órbita, em que os dois hemisférios são iluminados igualmente. É quando ocorrem, de forma alternada nos dois hemisférios, as estações climáticas primavera e outono.
As estações do ano são invertidas entre os hemisférios Sul e Norte. Por isso é possível, numa mesma época do ano, por exemplo, pessoas aproveitarem o verão numa praia no Hemisfério Sul, enquanto outras se agasalharem por causa de uma nevasca de inverno no Hemisfério Norte.
Nas regiões perto da linha do Equador, tanto em um hemisfério quanto no outro, ocorre constantemente a incidência dos raios do Sol, faz calor durante todo o ano. Há apenas a estação das chuvas e a estação da seca.
Em virtude da "curvatura da Terra" e da inclinação do eixo de rotação da Terra em relação ao seu plano de órbita, os pólos recebem raios de Sol bastante inclinados. Por um longo período do ano, os raios solares não chegam aos pólos; por isso essas são regiões muito frias.
Para os moradores dessas regiões, só há duas estações climáticas:
  • Uma que chamam inverno, ou seja, o longo período em que os raios solares não atingem o pólo;
  • outra chamada verão, quando não acontece o pôr-do-sol durante meses.

Exercício de Fixação
    1. Porque o Plutão não é um planeta do sistema solar?
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    1. Á vida em Marte?
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    1. Comente sobre a corrida espacial, ida do homem a lua. (Min de 15 linhas).
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Bom Exercício!!!