terça-feira, 16 de junho de 2015

REVOLUÇÃO INDUSTRIAL: MISÉRIA, TUBERCULOSE E CÓLERA.

MISÉRIA
A população urbana no início daquele século, aumentou exponencialmente, e aglomerados humanos começaram a aparecer nas localidades em que os centros industriais floresciam; nas proximidades das fábricas. Em 1801 até 1840 a população de Londres praticamente dobrou, pois migrou do campo para as cidades em busca de emprego nas fábricas emergentes. Em decorrência dessas alterações, a qualidade de vida e sobretudo, as condições de saúde sofreram uma queda assustadora, contribuindo muito para o alastramento das doenças infecciosas e aumentando as taxas de mortalidade.


A população empobreceu ao se transferir para os centros industriais. Os trabalhadores, principalmente crianças e mulheres, eram explorados ao máximo.
As condições de moradia na Europa industrial foram determinantes para o surgimento de doenças infecciosas; recebendo baixos salários e diante dos altos preços do aluguel, as famílias tinham que morar em locais condizentes com o que poderiam pagar; em condições insalubres. As moradias próximas das fábricas foram construídas de maneira desorganizadas, tendo em vista apenas a rapidez para lucro posterior com os aluguéis.

TUBERCULOSE
A tuberculose, existente desde a Antiguidade, encontrou assim meios ideais para disseminar-se, e o século XIX seria marcado pelo auge dessa infecção.
Nos aglomerados industriais da época, os doentes com tuberculose pulmonar apresentavam emagrecimento progressivo, tosse seca e febre diária. O quadro clínico progredia com enfraquecimento crônico, e o acometimento dos pulmões estendia-se por dias e meses. Durante todo esse tempo, o enfermo eliminava, pela tosse, o bacilo da tuberculose, nos cômodos da casa sem iluminação ou ventilação, úmidas e com excesso de moradores o que facilitava a disseminação da doença. As pessoas depauperadas pelas longas jornadas de trabalho e pela miséria não apresentavam defesa adequada contra a infecção, ficando tuberculosas com facilidade. O século XIX foi o século da tuberculose.
Não podemos nos esquecer também dos surtos de sarampo e varíola. que disseminaram-se com facilidade principalmente entre as crianças. Também a difteria a a escarlatina. Em Manchester de cada 100 crianças, apenas 35 a 40, chegavam aos cinco anos de idade.

CÓLERA

Com a industrialização européia, diminuindo a distância pelo mundo graças à máquina a vapor tanto por terra quanto por mar e com os aglomerados humanos como relatado acima, podemos ter uma dimensão dos estragos que esta doença poderia causar...
O berço da cólera é considerado até hoje o delta do rio Ganges, na Índia, região de origem das pandemias vividas nos séculos XIX e XX. A primeira pandemia iniciou-se em 1817. Por meio das navegações a vapor, a doença rapidamente se alastrou para a China e Oceania, seguinda para Filifinas, Java e Japão.
Em 1826, novamente o rio Ganges forneceria uma quantidade exorbitante de casos de cólera para o mundo e desse vez, a doença avançou em direção à Europa.

Navios ingleses levaram a cólera para os portos da Espanha e de Portugual
Paris se encontrava nas mesmas condições insalubres que a Inglaterra. A cólera atingiu Paris em 1832. As cidades empregaram a quarentena, mas de nada adiantou. Os médicos ficavam perdidos diante da nova doença.



A França perdeu cerca de cem mil habitantes na epidemia. Esta fez aflorar as diferenças sociais numa sociedade marcada pela exploração excessiva e pelo desgaste humano.

A Irlanda, com sua população vivendo em condição de pobreza e fome, também foi duramente acometida, perdeu aproximadamente 25 mil habitantes. Em 1832, irlandeses desesperados resolveram tentar a sorte imigrando para as cidades americanas. Apesar de todas as tentativas de bloqueios e quarentenas dos navios. A cidade canadense de Quebec na primeira semana foram 250 pacientes com 160 enterros. Em Montreal o mesmo navio irlandes Voyageur que saiu de Quebec, causou a morte de 1.800 pessoas. 
Uma vez em solo americano, a doença seguiu suas vias normais de disseminação.


Em Nova York, morriam 45 pessoas por dia, dez dias depois já somava-se cem óbitos/dia. O governo decretara uma série de medidas para conter a epidemia. Rebeliões formaram-se entre a classe pobre, os mais acometidos, e membros do governo e médicos. Carroças transportavam um número incontável de mortos diariamente, a maioria sendo enterrados como indigentes. A cólera rumou para Filadélfia e Boston. Atingiu o sul dos Estados Unidos e também a América Central, com oito mil mortos em Cuba e 15 mil no México. 












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